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Antagonismos – ou as coisas que me indispõem...

Para ventilar os pulmões e lavar os fígados de toxinas.

Antagonismos – ou as coisas que me indispõem...

Para ventilar os pulmões e lavar os fígados de toxinas.

Imagem de PublicDomainPictures por Pixabay

 

Hoje quero falar de algo importante. Sendo isto um blog de artigos de opinião, trago hoje mais uma que, acredito, seja de suma importância expor. Descansem, contudo, que não venho aqui repetir‑me.

Já aqui falei bastante do respeito: pelo direito à identidade, pela diferença, pela amizade, pela gratidão ou pela falta dela.

Já falei também de outro tema, tão fracturante e polémico, tão discutido, mal e bem, ultimamente. Esse tema que a todos concerne, e que, no fim de contas, não é da conta senão de cada um. Não, não é ‘futebol’, nem ‘religião’, nem sobre ‘ananás na pizza: sim ou não’, por muito fracturantes e polémicos que estes tópicos sejam. Não, o tema a que me refiro é a família. No artigo «A família incerta», falei um pouco sobre o conceito de família e de como tem mudado, ao longo dos tempos, aflorando algumas das causas que para isso contribuíram.

Mas também não é disso que vou falar, hoje aqui.

Aliás, era só o que faltava, vir aqui hoje falar do que toda a gente já sabe sobre a família. Não contem comigo para dizer de novo aquilo que é por demais conhecido. Não, nem pensem nisso!

Não redigi este artigo para falar da imensa falácia que o conceito de “família tradicional” encerra, porque isso, creio, em pleno século XXI, é apenas redundar no que já todos sabemos. E é tão aborrecido dizer, de novo, que o modelo Pai+Mãe+Filhos não constitui uma fórmula estanque para a felicidade e o equilíbrio emocional dos seus elementos, ou da própria sociedade; ou de como atrás desta fórmula se esconderam – durante anos – vidas reduzidas e circunscritas ao poder patriarcal; ou ainda repetir que, sob a égide da família ideal, se subterravam abusos, infidelidades, maus-tratos, violência.

Tão-pouco carece dizer que, de facto, não existem fórmulas certas de família, tal como não existem fórmulas erradas – não existem fórmulas sequer. Sabemos bem, como seres humanos evoluídos, esclarecidos e pensantes que somos, que o que torna uma família feliz é a sua capacidade de funcionar, em pleno respeito da individualidade de cada membro, em plena assunção dos seus direitos, das suas liberdades e garantias, em total protecção das suas fragilidades, em profunda celebração dos seus êxitos.

Escusado é também referir que nada disto está incapacitado nem potenciado pela cor, género ou orientação sexual dos elementos que assumem o papel de pais e educadores.

Não, não vou falar de nada disto. E também não vou cair na já basta e vasta redundância de repetir, ainda uma outra exaustiva vez, que o papel do elemento matriarcal na família – vulgo “mãe” – já quebrou, há anos, a cretina e imbecil barreira que reduzia a mulher a uma faceta unidimensional das suas aptidões, a um lugar de subserviência, de ausência de direitos, liberdades e garantias, de fragilidades física, moral e sexual, e de dependência financeira.

A única coisa que quero, de facto, dizer hoje é o que se segue.

A todos vocês que duvidaram, que descreram, que puseram em causa, ou que, simplesmente, se distraíram nas aulas, em miúdos, atentem agora nesta assombrosa revelação: os fósseis vivos existem!

Pessoalmente, prefiro os que já morreram: são mais sossegados, e, apesar de terem mais pó, detritos e sedimentos agarrados, pelo menos não dizem tanta merda pela boca fora. E, principalmente, não a publicam em livros.

 

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